
A ida de Neymar para a Europa é, sim, necessária. Enquanto alguns batem o pé e insistem no tolo argumento de que o lugar da jóia é no Santos, não me resta nem sombra de dúvida que Neymar precisa ir jogar em gramados europeus o quanto antes. O técnico da Seleção Brasileira, Mano Menezes, concorda comigo, e expressou publicamente sua opinião sobre o assunto em sua última entrevista coletiva.
Todavia, parece-me que há um ponto em que meu pensamento diverge do “senso comum”: a razão pela qual Neymar deve partir.
São incessantes os discursos explicando que Neymar deve ir para a Europa para participar de competições mais acirradas. Errado. Se o destino do craque deve ser definido por “equilíbrio de competições”, seu lugar é no futebol brasileiro, que, apesar de estar piorando, ainda é o nacional mais equilibrado do planeta.
Neymar não deve ir à Europa para encarar o Real Madrid cinco vezes por temporada ou o Manchester United em outras duas ocasiões. O blogueiro fanfarrão Ricardo Perrone, semana passada, fez um levantamento interessante, que aponta que, no Brasil, Neymar participa de mais partidas “difíceis” de se vencer em um ano do que ele participaria jogando em um clube europeu de ponta.
Ele deve ir para jogar ao lado de Messi, de Xavi, de Iniesta. Para ser treinado por Pep Guardiola ou José Mourinho, e, assim, desenvolver fundamentos que ainda podem ser melhorados (por mais que a genialidade técnica do brasileiro esconda muito estas pequenas falhas, que são, diga-se de passagem, totalmente passíveis de correção, já que estamos falando de um jovem de 20 anos).
Só na Europa ele poderá se aproximar do nível de Messi e Cristiano Ronaldo, os dois melhores jogadores do mundo hoje.
Só desta forma ele poderá almejar o prêmio máximo da FIFA, o de melhor jogador do ano.
Concordo que a permanência de Neymar no Brasil esteja sendo fantástica, tanto para o Santos como para o futebol brasileiro em geral.
Amanhã estarei indo ao Morumbi especialmente para vê-lo ao vivo e em cores, muito mais do que para apoiar o São Paulo.
Entretanto, em algum momento ele terá que se emancipar ainda mais e, infelizmente, partir.
Depois, quando já estiver emancipado futebolisticamente, (ainda mais) realizado profissionalmente e com uma qualidade esportiva ainda maior, ele poderá retornar ao Brasil para dar ainda mais alegrias ao torcedor brasileiro.














